Sessões simultâneas (sabado 20 julho 2002)
pelos Grupos do Campo Freudiano



Clip-Medecina, anorexia e bulimia



A medicina oblitera o sexo?

Contra sua vontade, a medicina sabe que ela se tornou um relé entre os produtos descobertos pela ciência e a natureza mutável dos costumes. Ela ganha com isso não mais desconhecer seu papel na cadeia das demandas que se relacionam à vida sexual; ela não se ofusca com respeito a ter que aí orientar as queixas.

O objetivo dos cuidados que ela dispensa neste domínio ultrapassa doravante o quadro do higienismo de antigamente; a sexologia pretende encontrar nela seus títulos de nobreza. O que ela fornece é aumentado por uma reclamação crescente que confronta as escolha de uma vida com os direitos do indivíduo ao desenvolvimento de uma espontaneidade dos corpos, assimilando a esperança da felicidade com os imperativos sociais de uma boa saúde.

O que é a saúde para o sexo? Em que, neste plano, a vida sexual é propícia para fornecer indicadores que valem para todos? Como e porque conceber o gozo de outra forma senão no prazer do órgão, e apreender o órgão para além de seu funcionamento psico-fisiológico? Em sua prática, a medicina não responde tanto a estas questões com uma ambição de verdade e de saber quanto não enfrenta demandas particulares no registro de uma exigência de satisfação imaginável e acessível.

Também a aparência de uma vitória naturalista que explicaria o triunfo das soluções que ela oferece engana aos que ela forma sem poder ocultara-lhes que seu cuidado pela vida sexual se mostra proporcional a uma obliteração crescente: nada vem aí esclarecer a busca das causas da falta que constituem as realidades do desejo nem explicar que a obliteração de gozo horroriza aqueles mesmos que hasteiam sua bandeira.

É porque a prática da medicina científica produz novas apresentações de falhas que fazem sofrer. O médico ou o aquele que trata é a testemunha de como o receptor de uma atualidade de insaciabilidades engenhosas, de dores exóticas que são as formas contemporâneas de uma resposta a esta obliteração de um real que a ciência não chega a cingir, a falta de tolerar que ele não constitui laço de harmonia entre os sujeitos, que ele mais os divide os separa.

Vamos expor e discutir estes impasses tecnológicos, que a vida sexual transforma em paradoxos fecundos.




Programa Jornada do Clip-M.

COMO A MEDICINA OBLITERA O SEXO?

Salle 243, avec traduction simultanée français-espagnol

10h-10h30 INTRODUCTION
Président : François Leguil (ECF)
Freud et l’oblitération du sexe par les médecins de son temps,
par Alain Merlet (ECF)
Discussion

10h30-11h45
Président : Guillermo Bustamante
Valeurs sexuelles,
par Vera Gorali, Helen Kaplun, Clarisa Kicillof, Kuky Mildiner, Ana M. Zambianchi
Le ravage maternel,
par Graciela Sobral (NUCEP, Madrid)
Discussion

11h45-13h
Présidente : Rosa Calvet
Mors mea copia,
par Celine Menghi (Ciris)
L’assentiment éclairé,
par Adriana Abeles, Beatriz Gariglio,Vera Gorali, Carlos Lossada, Mónica Prandi, Patricia Schnaidman (ICBA, Buenos Aires)
Discussion

15h-15h45 LE RÉEL DU SEXE ET LA MATERNITÉ
Présidents : Remi Lestien (obstréticien, Nantes), Sonia Chiriaco (ECF)
Exposé de Chantal Birman, sage-femme,Vice-présidente au planning familial français
Débat

15h45-17h PRATIQUES CLINIQUES
Présidents : Dominique Fraboulet (dermatologue,Angers), Catherine Lacaze-Paul (psychologue, Bordeaux)
Quelle prise pour l’attention ?
par Gérard Seyeux (médecin, La Rochelle)
Entre manque à jouir et impératif de jouissance,
par Dominique Jammet (psychologue, Bordeaux)

Présidents : Camille Cambron (ECF), Pierre Forestier (psychiatre, Lyon)
Qu’est-ce que le sexuel en médecine ?
par Philippe Pinay (médecin, Saint-Chamond)
Approche du désir sexuel en médecine,
par Catherine Vacher (gynécologue, Libourne)

17h-18h INCIDENCES DE LA MÉDECINE MODERNE DANS LA VIE SEXUELLE
Présidents : Alain Merlet (ECF), Frank Rollier (ECF)
Exposé d’Alain Jardin (professeur d’urologie à la Faculté de médecine, Paris)